domingo, 22 de setembro de 2013

ANJO DE ÉBANO


 


(poema inspirado no amigo Carlos Sousa, professor, tradutor e intérprete na linguagem de Libras, da cidade do Guarujá, SP)


A madrugada me trouxe um anjo,
Esculpido em ébano
Com mãos falantes,
Trazendo a voz dos anjos,
a quem não pode ouvir
Mãos que parecem sair do coração
Expressões completas e perfeitas
Contando a toda gente
Que pode-se falar, cantar, sem sons,
tudo o que se sente
Basta haver alguém, com olhos ávidos
Com vontade de saber
Com algo a dizer
Com as mãos treinadas,
A Libra, encurta distancias
Entre o falar e o ouvir...
A madrugada me trouxe um anjo,
E não foi sonho, nem acaso.


Vera Celms
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Curumim - Aula de Libras 2011

 

domingo, 15 de setembro de 2013

A SOMBRA VEM DA LUZ





A sombra só existe na luz
Quando o sol bate na gente, pela frente
A sombra, corre atrás
E quando o sol está as nossas costas
A sombra, pequenina, corre na frente
Ela bate na guia da calçada e não quebra
Passa na agua e não se molha
Perde-se no fogo e não se queima
Fica conosco e não se faz sentir
Não é amiga, é companheira nossa,
Está sempre bem perto,
E quando o sol está a pino (sobre nossas cabeças)
Nem ela aguenta tanto calor,
Deve se esconder, procurando sombra,
Procure por ela e ela corre de você
Ande e ela andará
Pare e ela parará
Pra fugir dela, basta ficar no escuro,
(Acho que ela também tem medo do escuro!)
Engraçado, né?
A sombra, precisa de luz, para aparecer...

Vera Celms
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sábado, 7 de setembro de 2013

NOITES DE TEMPESTADE






Na noite escura
Tempestade caindo brava
Difícil adormecer
Sonhamos com monstros ferozes
Com lobos famintos,
Com sombras nervosas
Cada clarão de raio
Cada barulho de trovão
Ficamos tão encolhidos
Que de tão apavorados,
Acabamos dormindo
E quando acordamos de manhã
A tempestade se foi
O sol já tudo secou
E o dia raiado lindo,
Não nos deixa nem lembrar
Que a noite, com medo dormimos

Vera Celms
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domingo, 1 de setembro de 2013

ROBÔ DE TAMPA





Junto tampinhas,
De água, refrigerante, suco
De todas as cores
De vários tamanhos
Um barbante forte
Uma tesoura,
Um prego que fura tampas
Um nozinho na ponta
Outro nozinho que junta
perna no corpo, braço no corpo
cabeça no pescoço,
pescoço no peito
Imaginação também é preciso
Uma tampa maior pra cabeça
Outras para os pés e mãos
E vai nascendo a forma
Depois, pendura, apoia, senta
Tudo pra enfeitar,
Ou para brincar
Depois, a tinta acrílica,
Desenha os olhos, a boca,
E o que mais quiser
Dá um nome,
só pra não chamar de psiu,
ou de robô...
Depois faz uma turma,
Pois até pra robô,
Viver sozinho é muito triste...

Vera Celms
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